A freguesia de Duas
Igrejas, situada a dezoito quilómetros da freguesia-sede, é
uma vastíssima freguesia, uma das maiores do concelho. No extremo
ocidental de Vila
Verde e do
distrito de Braga, junto à ribeira de Neiva, delimita este do
vizinho distrito de Viana do Castelo. Confina ainda com dez
freguesias: Godinhaços, Pedregais e Dossãos a oriente e com as
freguesias de Rio Mau, Azões, Goães, Portela das Cabras, Carreiras
S. Tiago e Nevogilde a sul.
Os vestígios arqueológicos confirmam o precoce povoamento inicial
de Duas Igrejas. O Castro de Sobradelo começou a ser habitado na
Idade do Ferro, algo que se manteve no período Romano e se
prolongou até à Idade Média.
Trata-se de um alto pouco elevado, mas com características
defensivas eficazes. Foram detectados vestígios de muros derruídos,
pedra miúda, cerâmica castreja e imbrices. Da Idade do Bronze,
foram recolhidos cerâmicas e mós de cela.
O Abrigo de Toquedas, por seu lado, encontra-se no lugar do mesmo
nome e tem uma datação indeterminada. Trata-se de um abrigo que
aproveita condições naturais de afloramentos rochosos, os quais
formam uma pequena câmara. Poderá ter servido, em tempos recentes,
de abrigo para gado.
No sítio arqueológico de Duas Igrejas, surgiram vestígios diversos
do períodovisigótico e alti-medieval. Há notícia de terem sido
encontrados no local uma consola e alguns fragmentos de frisos em
granito.
Na Idade Média, Duas Igrejas pertenceu ao concelho de Penela.
Segundo a tradição, pertenceu à Ordem dos Templários e depois à
Ordem de Cristo. Aqui viveu Sá de Miranda durante algum tempo,
antes de se fixar definitivamente em Amares.
Em termos patrimoniais, uma palavra para a Capela de Santo António
de Chascoa. Um templo que se encontra na periferia da aldeia,
edificada provavelmente no século XVI e intervencionada no século
XVIII. Maneirista e barroca, tem côo principal interesse, no
interior, dois retábulos colaterais barrocos.
